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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

A História da CyanogenMod



Impossível falar de Android sem citar, quase que por simbiose, a CyanogenMod. E, de fato, as histórias se confundem! Esse é o Mod mais amado e popular do mundo e merece seu lugar ao sol.

Em 2008, após a descoberta de um método que consistia em obter privilégios de administrador (o famigerado acesso root), incentivou um grupo de desenvolvedores a criarem firmwares alternativas. Em meados de 2009, um destes desenvolvedores - JesusFreke - paralizou seus trabalhos em firmwares e sugeriu que os usuários alternassem para uma versão de sua ROM que estava sendo modificada pelo Dev conhecido como Cyanogen (Steve Kondik). O nome desta variante foi denominada CyanogenMod.


Seu primeiro projeto foi uma Custom ROM para o aparelho T-Mobile G1 rodando Android 1.5, batizado por aqui como HTC Dream. Não era a única Custom da época, mas tornou-se muito popular entre os usuários e desenvolvedores. Com o iminente crescimento do Sistema da Google, multiplicaram-se os dispositivos e, é claro, o interesse por customizações acompanhou a procissão... A grande vantagem da CyanogenMod é que ela provia um fôlego extra para aparelhos mais antigos.

A popularidade da ROM crescia rapidamente, na mesma proporção que desenvolvedores desejavam fazer parte da equipe de Kondik. Surge a famosa Equipe Douche, que contribui rapidamente para a inclusão de vários recursos e dispositivos suportados.
Mas nem tudo são flores... Ainda em 2009, houve um sério conflito entre a Google e Kondik. A Gigante de Montain View não estava nada satisfeita que a ROM contivesse seus aplicativos (Gmail, Youtube, Market); Houve uma avalanche de processos e impedimentos legais para que fossem retirados do Mod. Após um um conturbado acordo, ficou estabelecido que tais aplicativos fossem disponibinizados de forma separada. Nasce, então, a gapps para CyanogenMod.

As contribuições de Kondik e sua equipe para a plataforma não param! Agora é hora da Big G se render à competência da equipe Douche. A Google incorpora o USB Thethering e o Pinch-To-Zoom ao Android, consagrando indelevelmente a importância desses incansáveis desenvolvedores.
O MASCOTE CID

Em 2010, a quinta versão do Mod trocou o launcher padrão do Android (TW Launcher) pelo ADW Launcher. Esta mudança oferece ao usuário uma gama muito mais ampla de possibilidades e efeitos. Durante o mesmo ano, a CyanogenMod esteve presente no mercado em mais de 2,5 milhões de Smartphones! A Samsung, que não é besta, também estava de olho... Em agosto de 2011, contratou o fundador da CyanogenMod para fazer parte da equipe de engenheiros de Software.

No final desse mesmo ano, a Google disponibilizou o código-fonte do Ice Cream Sandwich (Android 4.0) e uma nova maratona se inicia para adequar-se à mais recente versão, visto que a arquitetura do código foi totalmente remodelada, fato esse que fez a equipe atrasar bastante o fork. Vencida mais esta etapa, em 04 de abril de 2012 foi apresentado CID (abreviação de CyanogenMod ID) como nova mascote da ROM, em substituição ao Bugdroid da versão 9.

NOVO LOGOTIPO DA CYANOGEN

Não há dúvida alguma sobre o mérito dessa ROM. Sua importância é indiscutivelmente apreciada, tanto por grandes corporações como para os usuários comuns. Claro que há uma série de outros Mods de comparável relevância, mas nenhum se destaca dessa forma.

Uma coisa é certa: A CyanogenMod veio para ficar!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Podcast: Você ainda vai ouvir um!



Saudações!

Em um mundo onde geralmente tentam materializar seus pensamentos e, consequentemente, tiram toda a magia do lúdico - vide filmes e seriados com efeitos fantásticos - este tipo de midia é particularmente excitante. Exercita sua imaginação e transmite conhecimento de uma forma bem pouco usada nos dias corridos de hoje: A conversa.

Muita gente ainda não descobriu o maravilhoso universo binário dos Podcasts. Mas... Por onde começar a ouvir? Do que vou precisar? Como? Onde? Por quê!? Essas são perguntas que pretendo desvelar através deste post. Vamos lá?


A HISTÓRIA
Podcast é um termo cunhado pela junção das palavras Ipod e Broadcast (transmissão via rádio). Surgiu em 2004 e foi concebido por Adam Curry, VJ da MTV, que criou o primeiro agregador e disponibilizou o código na web de forma livre, para que outros desenvolvedores pudessem aperfeiçoá-lo.

O QUE É PODCAST?
Consiste em um arquivo de audio, onde os interlocutores transmitem suas idéias ou comentam sobre um determinado assunto. Não há limite de participantes e geralmente segue uma pauta pra manter a ordem da conversa. É acompanhado por uma trilha sonora temática (ou não) e diversos efeitos,  que sempre contribuem pra enaltecer o assunto.
Depois de finalizado, o arquivo de audio é editado e, posteriormente, disponibilizado de forma semelhante a um feed RSS, que é atualizado a cada episódio.

COMO OUVIR?
Basicamente, há três maneiras de ouvir:

  • Download direto - Só é preciso entrar no site do Podcast, escolher o episódio e baixá-lo para seu computador ou smartphone. Agora é só escutá-los em seu player favorito.
  • Inscrição via agregador - Agregador é um programa de computador ou aplicativo para smartphones onde o usuário pode se inscrever em vários podcasts. Dependendo das configurações, o agregador irá atualizar os novos feeds disponibilizados em uma lista e realizar os downloads dos episódios. Feito o download, só escutar pelo player nativo do agregador... Fácil, não?
  • ITunes - Neste caso, é necessário fazer o download do Itunes e instalá-lo em seu PC. Após a instalação, acesse o menu "Avançado" e "Assinar Podcast". Insira o endereço de seu podcast e seja feliz!
Para Android, que é mais a minha praia, vou indicar dois excelentes agregadores que fazem tudo isso e muito mais. Podem baixar sem erro: AntennaPod e Podkicker. Ambos são gratuitos na Play Store.

QUEM OUVIR?
Uma pergunta bastante complicada de responder, pois cada um tem suas preferências. Mas posso indicar alguns que não devem ficar de fora da sua playlist.
  • Nerdcast: Criado em 2006, pauta pelo papo informal sobre os mais variados assuntos nerds como quadrinhos, filmes, história e literatura.
  • Pauta Livre News: Uma galera despojada que geralmente não segue muito a pauta sugerida, mas que garante boas risadas.
  • SciCast: Excelente podcast sobre ciência e história! Afinal, a ciência tem que ser divertida... Ou tem algo errado.
  • Descontrole Podcast: Esses malucos não têm papas na língua e despejam suas opiniões de forma franca. Vale a pena escutar!
  • Troca o Disco: O Henrique Machado e o João Paulo Gomiero tomaram vacina com agulha de vitrola! O assunto aqui é música com muita informação e história. Recomendadíssimo!!!
  • Papo Lendário: Podcast do site Mitografias. Como o nome sugere, as discussões giram em torno de lendas, mitos e afins. Escute com a mente aberta!
  • Crazy Metal Mind: Rock dos bons é a tônica aqui. Descubra a história de suas bandas preferidas e dê muitas risadas com o famigerado "Papo de Saloon". Até o Cid Moreira participa da bagunça... Bora ouvir, que é muito bom.
Além dos indicados acima, vocês podem garimpar novos podcasts no Podflix, site que reúne uma gama enorme de referências e sempre está atento aos novos lançamentos.



É isso, por enquanto. Espero que este post tenha elucidado a maior parte das dúvidas de quem nunca ouviu este tipo de midia. O podcast é extremamente popular na web e há muitos outros canais a serem descobertos.

Até mais!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Android do Futuro



Como as novas tecnologias avançam a passos largos!

Foi refletindo a respeito dessa máxima, que me senti impelido a fazer um exercício: Como será o Sistema do robozinho verde daqui a apenas trinta ou quarenta anos? Quais recursos estarão presentes? Ja pensaram nisto? Bem... As possibilidade são quânticas! Tentarei racionalizar algumas nos próximos paragrafos.

Para ilustrar os meus mais loucos devaneios cibernéticos, vamos imaginar como seria um dia comum interagindo com o Android do futuro: Deverei ter sido despertado por volta das 6 da manhã, através de leves vibrações do travesseiro conectado ao meu aparelho. Na parte traseira do gadget, acomodado gentilmente no criado-mudo, surgirá uma imagem holográfica com informações sobre o clima e o resumo das últimas noticias.
Levanto preguiçosamente e vou fazer a barba… No espelho, alocado ao lado direito, uma pequena tela surge das camadas inferiores do vidro. Foi ativada pela leitura da íris, escaneadas sorrateiramente de meus olhos ainda vermelhos de sono. Através de preferências pré-estabelecidas, acompanho notícias e mensagens vindouras de redes sociais.

Aciono o chuveiro e defino a temperatura por comando de voz. Sim! O chuveiro é fabricado em uma das fábricas da Google, localizada em estação próxima à estratosfera. Através da voz temperada pela água caindo no rosto, ordeno que a cafeteira comece a preparar um café quentinho.
Tomo o café e saio apressado. O chefe já sabe onde estou… Esta versão do Android é corporativa; Não dá mais pra se esconder. Aliás, a Google interligou todas as empresas globais (exceto a Apple, que faliu em 2039), através de seus datacenters localizados nas Fossas Marianas, à onze mil metros de profundidade. Não há mais espaço na crosta para tais construções.

Como de se esperar, meu carro é subsidiado pela Google, totalmente gerenciado pelo Android - uma espécie de “Nexus sobre Rodas” - e me reconhece assim que piso na garagem. Fui eu mesmo que montei, comprando os kits modulares. Quando preciso dar um up no possante, simplesmente troco o módulo pertinente. Essa semana mesmo fiz um upgrade do motor!
Como não há a necessidade de dirigir manualmente o GoogleCar, sento confortavelmente e sorvo as atualizações de status das redes. Tenho amigos na base lunar e faz alguns anos que não vou pra lá visitá-los. O Big Brother de George Orwell vai se revelando: Os transportes para a lua também são subsiados pela Big G.

Acabou a brincadeira. O carro adentra os domínios do conjunto empresarial onde trabalho. Ao pegar o elevador, já vislumbro a imagem holográfica do chefe, emitida de um dos painéis. Quer saber se a planilha está pronta para a reunião e aponta incursões de novos dados na mesma. Sinto o pequeno impulso elétrico em meu braço esquerdo, fruto de um implante … Sinal que meu Ultraphone recebeu os dados que o chefe mandara agora há pouco. Acabei de comprar o aparelho e ainda estou me acostumando com ele.

O Ultraphone Nexus 3000 é a ultima novidade em avaços tecnológicos desenvolvidos pela Google. Esta nova versão do Android, seguindo a nova ordem alfabética de grandes autores da ficção de outrora, foi denominada de Asimov. Possui em seu núcleo um processador baseado em DNA. O Gadget é totalmente comandado por voz e não possui nenhum tipo de touch em sua tela. Foi projetada por um neto de Steve Jobs, que agora trabalha como Chairman da Google.

A Reunião foi um sucesso! Fechamos um contrato pra fornecer grafeno - matéria prima dos condutores neurais dos Ultraphones - para uma afiliada da Gigante de Mountain View: A Cyanogen Corp. Mais um dia produtivo.
O GCar me leva de volta em segurança pra casa. Não há necessidade de chave pra entrar; Só preciso tocar minha digital na porta. Desato o nó da gravata e brindo comigo mesmo o fechamento do negócio. O tilintar de pedras de gelo no Whisky é o único ruído que me separa do mundo externo. Um simples “Ok, Google” e o Android acoplado à cozinha já prepara o jantar. A música suave também é acionada e invade deliciosamente o cômodo.
O GPS agregado ao meu óculos me avisa da aproximação de alguém a poucos metros de minha casa. É ela!

A noite promete.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Phoneblocks: O Futuro dos Smartphones




    Imagine a seguinte cena, no interior de uma loja de aparelhos eletrônicos:

- Olá, Seja bem vindo à nossa loja!
- Opa! Gostaria de montar meu Smartphone… O que você tem pra me oferecer?
- Pois não. Vou pegar a placa padrão. A partir daí, vamos encaixando os componentes.
- Ok. Encaixa um processador 1.7 Quadcore, pra começar a brincadeira.
- Vai querer uma tela Full HD, senhor?
- Opa! É uma boa. Aproveita e espeta uma câmera de 13 MP aí.
- O senhor é que manda! Vai de Wi-Fi? NFC? Bluetooth?
- Pode colocar, mas deixa um espaço para o módulo de GPS.
- Claro!  Mais alguma coisa? Sobrou um espaço aqui no canto…

    Esta conversa, em uma primeira análise, parece absurda, confere? Só parece. O designer Dave Hakkens está propondo exatamente isso: Montar o seu celular como se fossem peças de Lego! Em um futuro bem próximo, você poderá entrar em uma Blockstore e escolher quais componentes e especificações quer adicionar em sua placa; Um Smartphone montável.
    A vantagem deste conceito revolucionário é que, se tiver algum problema com um dos módulos (ou simplesmente não estar satisfeito com ele), há a possibilidade substituí-lo por outro quase que instantaneamente. Fantástico, não? Como exemplo, você pode não querer um aparelho com muito espaço interno, pois guarda a maioria de seus dados nas nuvens. Com isto em mente, poderá colocar um módulo maior de bateria, pra estender a autonomia de seu gadget, visto que sobrará mais espaço físico em sua placa.


    O aparelho é dividido da seguinte forma: Duas placas pareadas - Uma da tela e a outra, uma base onde serão encaixados os componentes desejados - que transmitirão eletronicamente as principais funções do dispositivo, tais como memória, processador, WiFi, etc. Quer uma câmera mais parruda? Feito. Não precisa de Bluetooth? Ok, troque por um NFC ou aumente a performance colocando mais um módulo de memória RAM.
    O idealizador já tem o protótipo em mãos e já lançou uma massiva campanha pra conseguir suporte, mas não sabemos ainda qual a reação que isto causará entre os fabricantes dos atuais modelos. É muito provável que haja conflito.
    Uma coisa é certa… A voz dos usuários se fará ouvida. Os  mais de 750 mil entusiastas já se mobilizaram, atráves dos sites Thunderclap e Phoneblock, para darem seu apoio.


    Bem vindo ao futuro!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Introdução ao Feng Shui


Transcrito do blog Teoria da Conspiração, sob autorização do Marcelo Del Debbio

O Que É
Desde tempos remotos o Homem busca abrigo contra as intempéries. Com o passar do tempo começou a construir seus abrigos e a sofisticá-los cada vez mais. Uma das preocupações mais constantes era justamente a salubridade do lugar, pois ninguém deseja morar em um lugar que lhe faça mal. Os chineses, com sua elevada cultura ancestral e sua mania pelos detalhes, desenvolveram uma ciência completa para ajudar as pessoas a construírem seus edifícios: o Feng Shui.
Literalmente, o Feng Shui (pronuncia-se “fon sui” ou “fon xuei”) significa “Vento e Água”. Pergunte a qualquer construtor quais os dois elementos da natureza mais perigosos e difíceis de domar em uma construção e ele lhe responderá: o vento e a água. O vento é extremamente destrutivo quando muito forte, extremamente perigoso num frio muito intenso e extremamente agradável num calor muito grande. Dominar o vento é trazer conforto e segurança para sua construção. A água é a mais maleável de todas as substâncias e está presente em 90% das coisas do planeta. Ela pode ser fina como um borrifo ou grande como uma enxurrada. Pode descer dos céus como uma garoa, suave mas que ensopa até os ossos, ou descer como bátegas violentas que derrubam tudo e penetram até nas mais finas frestas. Nas paredes ela pode se infiltrar pelo solo nos alicerces e, por capilaridade, atingir o teto! A água é outra fonte de muito estudo e planejamento pelos construtores. Que símbolos melhores para ilustrar uma ciência que cuida da construção em harmonia com a natureza do que “Vento e Água”?
Nascida originariamente como uma técnica para projeto e localização de cemitérios, templos e locais sagrados, o Feng Shui foi depois ampliado para abarcar também residências e comércios.

Como Funciona
A base do Feng Shui é a filosofia Taoísta. Baseado na harmonia com a natureza e no fluxo incessante de Chi (energia vital), o Feng Shui busca manter as correntes de Chi circulando livremente, intensificando as energias boas e tolhendo as energias desfavoráveis. Para isso se utiliza do Yin/Yang, Cinco Elementos e o Pa Kua (ou Ba Gua), os oito trigramas do I Ching. A astrologia chinesa também é muito utilizada por marcar os ritmos e ciclos do Universo.
Podemos dizer que o Feng Shui nada mais é do que uma acupuntura realizada numa construção. Da mesma forma que o acupuntor diagnostica desequilíbrios energéticos no corpo humano e preconiza a técnica adequada ao retorno da harmonia (agulhas, massagens, moxa, ventosas, etc…), o consultor de Feng Shui diagnostica os desequilíbrios da construção e prescreve alterações no edifício, retirada ou inclusão de objetos para poder retornar ou adquirir a harmonia necessária a uma vida saudável e produtiva.
Esta ciência nada tem de místico, embora na atualidade os esotéricos queiram transformá-la em algo oculto, cheio de rituais e encantamentos. Sua base são as leis que regem o Universo e o fluxo do Chi, definidas a milênios pelos antigos taoístas e utilizadas largamente na Acupuntura e outras artes taoístas.

Escolas
Existem muitas escolas de Feng Shui, pois há várias maneiras de interpretarmos e resolvermos as desarmonias energéticas. Vamos ver algumas das principais:

Escola da Forma - Com certeza a mais antiga de todas. Ela se baseia nos formatos da geografia e construções, comparando-os com os cinco elementos (terra, madeira, fogo, água, metal). Assim, um morro suave e arredondado (metal) pode ser transformado em um pontudo (fogo) acrescentando-se mais terra em seu topo.

Xuen Kong Fei Xing - A escola das Estrelas Voadoras, se baseia fortemente na astrologia chinesa como o próprio nome indica. Essa astrologia não se baseia no movimento dos planetas, como a astrologia ocidental, mas sim no movimento da Estrela Polar. Esses movimentos são representados por um quadrado com nove casas, sendo a central a posição dominante. Trabalha muito com os ciclos da natureza.

Ba Zhai - Escola das Oito Residências- sua base é o Pa Kua, os oito trigramas do I Ching. Traçando-se alguns cálculos, chega-se a um Pa Kua que é sobreposto à planta da construção e são analisados seus oito setores em função dos cinco elementos. Essa escola foi uma grande influência na Escola Lin Yue.

Escola Californiana ou Escola do Chapéu Preto - É a escola criada por Lin Yue, sacerdote do budismo tibetano que criou uma nova linhagem desta filosofia (Seita dos Chapéus Negros). Extremamente controversa, se baseia no simplismo exagerado de suas normas: aplica-se um Pa Kua na planta, onde cada setor possui uma característica (amizade, prosperidade, felicidade, etc…). Orienta-se pela porta de entrada e passa a harmonizar os cinco elementos de acordo com cada “canto”. Muito popular hoje em dia.


Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Acupuntor, Terapeuta e Escritor, estudando cultura e filosofia oriental desde 1977. Como Taoísta, se preocupa em divulgar a filosofia e as artes taoístas, como I Ching, Feng Shui e Qigong, para melhoria da qualidade de vida das pessoas. Veja mais textos do autor em Taoismo.org

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Laurel & Hardy



Laurel & Hardy nos Estados Unidos, O Gordo e o Magro no Brasil, Bucha e Estica em Portugal... Não Importa o nome, a crítica e público bradam em uníssono: São os gênios da comédia!

O inglês Stan Laurel (1890-1965) e o americano Oliver Hardy (1892-1957) já trabalhavam separadamente em alguns curtas dos Estudios Hall Roach na década de 20, apesar de já terem atuado casualmente em "Lucky Dog", de 1921. Mas foi só em 1926 que começaram interagir em "45 Minutes from Hollywood".
Em 1927, a dupla fez três filmes: "Slipping Wives", "Duck Soup" e "With Love Hisses". Observando o comportamento da platéia, durante as exibições, O diretor de Roach (Leo MacCarey) percebeu a enorme empatia por parte do público e resolveu apostar nos dois comediantes. Nascia o melhor duo de todos os tempos: O Gordo e o Magro!

     Laurel e Hardy em "Lucky Dog"
A partir daí, foi um sucesso atrás do outro, entre curtas e longas: "Negócios de Arromba" (1929), "Apresento-lhe Minha Esposa" (1929), "Abaixo de Zero" (1930) e "Dois Recrutas no Deserto" (1931), "Filhos do Deserto" (1933), "Dois Caipiras Ladinos" (1937) e o vencedor do Oscar de melhor curta-metragem de 1932 - "Entregas à Domicílio", dentre tantos outros. Vale ainda destacar "Vizinhas Camaradas" (1929), que marcou a transição do cinema sonoro. Nessa época, a transição do cinema mudo para o falado ocasionou o desaparecimento da maioria dos atores, por não se adaptarem ao novo formato; Ollie e Stan, ao contrário, realizaram um incrível processo de osmose e se adequaram perfeitamente à tecnologia. A filmografia compõe 106 filmes ao todo, entre 32 curtas mudos, 40 curtas sonoros, 23 longa-metragens e 11 participações como convidados . Outra peculiaridade é que sempre usavam seu próprios nomes, em todos os filmes.
Em 1936, Hall Roach resolveu deixar a MGM (que distribuia seus filmes), assinando dois anos mais tarde com a United Arts. As brigas entre Laurel e Hardy eram constantes, ao ponto de Roach despedir Stan Laurel e instituir uma nova dupla entre Hardy e Harry Langdon, ator dos tempos de cinema mudo. Claro que não deu certo, e Laurel foi chamado de volta. A dupla finalmente deixou os Estudios Hall Roach em 1940, aparecendo em algumas comédias "B" da 20th Century Fox e Metro Goldwyn-Mayer, entre 1941 e 1944.
De 1945 a 1950, os dois fizeram alguns filmes em separado e se concentraram mais no teatro. Realizaram o último filme juntos em 1951, denominado "Attol K" (ou "Utopia"). O filme não obteve um bom retorno e encerrou definitivamente carreira dos dois no cinema. As últimas aparições foram em um programa na BBC chamado "Grand Order of Water Rats".

Oliver Hardy morreu em 7 de agosto de 1957. Laurel não compareceu ao funeral, por estar nas filmagens de "Babe Would Understand". Amigos da dupla dizem que ele ficou tão arrasado, que nunca mais se recuperou da perda. Viveu seus últimos anos em um quarto de hotel, em Santa Monica-CA. Recebia visitas constantes de seu pupilo Jerry Lewis, onde ajudou o jovem comediante no roteiro de "Mensageiro Trapalhão", de 1960.
Stan Laurel faleceu em 23 de janeiro de 1965, vítima de uma ataque cardíaco.

Acredito que o carisma e personalidade da dupla nunca vão ser superados. Laurel & Hardy deixaram sua marca indelével na história, de um modo gentil e inocente. Imprimiam um estilo de humor natural, sem recalques nem apelações. Assim como eles usavam os nomes reais em suas personagens, atuavam também da mesma forma: Sendo eles mesmos.

Abaixo, trecho de "Um Dia perfeito"


Almoço em família da dupla. Oliver Hardy já estava muito doente, nesta época.


Cenas do funeral de Stan Laurel, em 1965

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